Clint Eastwood é um
Ele conseguiu prender minha atenção às 11 da noite num filme aparentemente xenofóbico e depois ainda me arrancou umas lágrimas emotivas à 1 da manhã ao final de Gran Torino com lições manjadas do tipo "os opostos se atraem" divagando sobre a amizade e seus significados.
Até parece que eu não tinha trabalho de manhã cedo.
Mas, convenhamos: não é à toa que o cara já ganhou 4 vezes o Oscar e de quebra ainda foi prefeito de uma pequena cidade na Califórnia. Às vezes imagino que o Clint ator confunde-se com o Clint real pelo estilo aparentemente igual do comportamento de seus personagens representando sempre uma espécie de homem em extinção: rude, conservador em relação aos seus valores, cheio de problemas pessoais, mas com um coração emotivo e sensível.
Depois eu fiquei pensando o que me prendeu tanto ao filme...
Talvez porque eu seja um cara que dou um valor inestimável aos amigos. E isso me lembra um e-mail que recebi esta semana de meu primo onde tem uma parte que ele cita e que eu gostei muito que diz: "um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você!"
É verdade. E Clint Eastwood pensou parecido quando produziu e dirigiu o filme.
Aos 80 anos ele podia ser meu pai.
Mas é apenas um baita sacana que prendeu minha atenção e me emocionou contando despretenciosamente uma história bacana sobre a amizade e seus significados.

