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sexta-feira, 8 de abril de 2011
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
DEUS, O PECADOR
Cara, tá faltando só tua mulher aqui!
Deus chegou de mansinho no estúdio de Abbey Road com sua Gibson Les Paul desconfiado do que John e Paul iriam achar dele estar ali dedilhando acordes em música alheia. Mas como o convite partira de George, seu amigo de fé irmão camarada, ele se deixou levar pela autoconfiança passada pelo amigo que havia dito que a música que ele iria tocar era dele e que ninguém iria dar pitaco.
E foi assim: Lennon & Paul gostaram dos solos de Deus em "While My Guitar Gently Weeps" nos takes para o Álbum Branco e ratificaram aquilo que jovens fãs do Cream haviam pichado pelos muros daquela Londres no início dos anos 70: "Clapton is God"
Se a coisa tivesse ficado por aqui, o quase 5º Beatle teria ficado apenas como referência musical na ficha técnica do disco. Mas aí, depois de muito oba-oba de sexo, drogas e rock'n'roll, Deus desobedece o nono mandamento e resolve dar em cima da mulher de George se declarando através de cartas, compondo uma inspiradíssima canção e depois levando a desavisada prum apartamento secreto em Kensington para lhe aplicar um migué:
"Clapton me pediu para escutar uma nova música que ele havia escrito. Ele ligou o gravador, aumentou o volume e tocou pra mim a música mais poderosa e tocante que eu já havia escutado. Era "Layla", sobre um homem que se apaixona perdidamente por uma mulher que o ama mas não está disponível. Ele tocou para mim duas ou três vezes, olhando meu rosto a todo momento para ver minha reação. Meu primeiro pensamento foi: Oh meu Deus, todo mundo vai saber que é pra mim.", disse a esposa do desavisado George já caindo em tentação.
George não levou aquilo a sério pois estava envolvido com os deuses hindus entoando mantras ao som de cítaras e baforadas de incenso até que o triângulo amoroso começa a pesar mais sobre sua cabeça. E aí não teve jeito: acabou perdendo a mulher para a qual já havia composto uma das mais lindas canções dos Beatles: Something.
Clapton, onipresente como sempre, tratou de assumir o relacionamento que ele ajudou a destruir com a ex de George mas nem por isso ficou com fama de amigo-da-onça. Sobre o dia em que Deus tocou guitarra com os Beatles, George ainda faria o seguinte comentário sobre o amigo que lhe roubou a mulher: "A presença de Clapton no estúdio serviu para desanuviar as tensões entre o grupo e eles tiveram uma melhora em seu comportamento na sua presença."
Em 29 de novembro de 2002, Clapton, Paul McCartney e Ringo Starr tocaram "While My Guitar Gently Weeps" no Concerto para George em memória de Harrison, que morreu um ano antes após uma longa batalha contra o câncer.
E o que eu aprendi com isso: que só o verdadeiro amor produz coisas lindas, pois Something é uma canção muito mais bonita que Layla.
sábado, 2 de outubro de 2010
+ BEATLES
No ano de algumas efemérides referentes ao quarteto de Liverpool, chegam ao mercado um filme e alguns cds remasterizados para dar uma sacudida nos beatlemaníacos.
O filme é O Garoto de Liverpool que mostra os primeiros passos do artista desde sua relação familiar, à primeira banda e o primeiro encontro com Paul e George que resultaria na química dos Beatles. O cara faria 70 anos no próximo dia 09.
Nesta data, dentro do projeto Gimme Some Truth coordenado por Yoko Ono, será o lançamento mundial da coletânea The John Lennon Signature Box contendo 8 discos solo remasterizados digitalmente e mais 3 álbuns com gravações inéditas e EP com singles. O box inclui ainda fotos, poesia, desenhos e colagens produzidas por ele ao longo da vida.
Na carona das remasterizações os álbuns "vermelho" e o "azul" dos Beatles serão relançados também este mes. Pra quem não tem uma coletânea do quarteto, este é o ponto de partida pois traz os grandes hits da banda por períodos: o álbum vermelho mostra as canções de 1962 a 1966 e o azul de 1967 a 1970. Os álbuns serão acompanhados de livretes com anotações originais e fotografias raras.
E enquanto o ano não termina, aguardamos as outras promessas: um disco com canções inéditas de George Harrisson prometido pela viúva do cantor e o filme que Liam Gallagher irá produzir sobre os Beatles baseado no livro "The Longest Cocktail Party: An Insider's Diary of The Beatles".
quarta-feira, 14 de abril de 2010
O PAPA É POP
O Vaticano perdoou os Beatles pela frase dita há 40 anos atrás pela banda sobre eles seram mais populares que Jesus Cristo.
É a fase pop do papa. Só faltou dizer que escuta I Want to Hold Your Hand no Ipod. Aí é querer demais!!!
Há poucos anos a imprensa do Vaticano rasgou a seda para tecer comentários positivos durante uma comemoração de aniversário de lançamento do Álbum Branco. Ressaltou que a qualidade musical dos Beatles resistiu ao tempo.
Disso a gente já sabia.
Mas nada como ouvir através do Vaticano. Afinal a especialidade deles é a fé. E ela também é duradoura entre os fiéis. Como entre os beatlesmaníacos.
Em um dos documentários dos Beatles - que pra variar não lembro o nome ( preciso de um blocos de notas para anotar estas referências ) - eles estavam prestes a embarcar para a sua primeira turnê nos EUA quando Lennon proferiu a frase polêmica durante uma entrevista e isso repercutiu negativamente nas terras do Tio Sam. As imagens mostram além de uma trupê de fãs alucinados pra ver o quarteto, um outro grupo pisoteando discos nas ruas e uns tantos radialistas convocando a juventude americana a boicotar a banda.
Tudo em vão. A revolução do comportamento que gerou eu, você e boa parte do planeta havia começado e não ia ter volta. Os Beatles chegaram lá e conquistaram a América!
Quanto aos Stones me pergunto se vão ter a mesma benção...Mas eu acho que a visão pop do papa ainda crê que eles têm muitos pecados a pagar por conta de Symphaty for the Devil.
domingo, 31 de janeiro de 2010
A FELICIDADE É UMA ARMA QUENTE
Na sessão mais-do-mesmo, segue a trilha sonora para Felicidade Interna Bruta
Para ouvir mais:
Belchior - Comentários a Respeito de John
Beatles - Happiness is a Warm Gun
Para ouvir mais:
Belchior - Comentários a Respeito de John
Beatles - Happiness is a Warm Gun
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
SOBRE O TELHADO DA APPLE
Pegando carona nos especiais de domingo que estão passando no Multishow resolvi postar alguma coisa a mais dos Beatles. Nada de novo. Só coisa de fã. Mas que banda ainda fornece munição para a mídia após 40 anos do fim? Vira e mexe os Beatles estão em trilha sonora de filmes e comerciais de TV. Atualmente estão tocando na propaganda de um anúncio de um carro e também de uma operadora de celular.
Os dois vídeos a seguir foram gravados em 1969 sobre o telhado da Apple, a gravadora da banda. Era um momento de impasse: o disco Let it Be não tinha ficado com os arranjos desejados, o filme também, Yoko Ono era vista como uma intrusa no estúdio, planejavam tocar numa mini turnê num local especial mas não havia agenda disponível, daí os cara pra não surtar, subiram no telhado da gravadora e fizeram um show improvisado com a multidão na rua querendo entender o que estava acontecendo a a polícia intervindo por conta do volume do som.
Era a última vez que tocariam juntos.
DON'T LET ME DOWN
GET BACK
O filme Across The Universe - baseado nas canções dos Beatles - termina fazendo referência a esta despedida dos Beatles. O grupo musical, entre romances e outros conflitos, também faz um show improvisado sobre o telhado da gravadora com direito a interrupção da polícia e frenesi da platéia na rua e nos prédios vizinhos.
ALL YOU NEED LOVE
Compare, ouça e saborei lentamente!!!
Canja pra ouvir e/ou baixar:
Sterephonics: Don't Let Me Down
Oasis ao Vivo: All You Need Love
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
ACROSS THE UNIVERSE

Minha filha passa pela sala e me vê largadão no sofá assistindo Across The Universe pela nésima vez e diz: "De novo, papai?"
Fazer o quê?
O filme faz parte do pacote que estou guardando se sobreviver a 2012. É um musical de 2007 que utiliza trilha sonora dos Beatles - principalmente dos discos Abbey Road, The White Album, Let it Be, Yellow Submarine e Magical Mistery Tour - numa história que tem como pano de fundo a guerra do Vietnã e todo ambiente do final dos anos 60 onde a música, as artes e o comportamento dos jovens ganharam tons revolucionários e psicodélicos.
Neste cenário um jovem irlandês ( Jude ) vem para os EUA encontrar-se com o pai desconhecido e acaba conhecendo um rapaz ( Max ) e sua irmã ( Lucy). Dali parte para uma trupe em Nova York onde conhecem uma cantora e seu parceiro e acabam todos morando juntos numa situação que muitos jovens já vivenciaram.
Outra característica marcante é que as canções são interpretadas - na sua maioria - pelos próprios atores sem qualquer dublagem e o resultado foi tão bom que a TSO foi lançada em tres versões: com 16, 29 e 31 canções.
O filme conta com participações especiais de Salma Hayke ( que pediu para participar do filme nem que fosse num papel pequeno ), Joe Cocker ( em papel triplo ) e Bono Vox ( como hippie ).
O filme termina com Jude e seus amigos cantando All Need is Love em cima do telhado da gravadora, numa referência aos próprios Beatles que no final de janeiro de 1969 realizaram sua última apresentação para o "público", em cima do telhado da Apple, num momento já conturbado e ensaiado da separação da banda.
Segue na canja um dos traillers/clips do filme na cena que antecede o retorno de Jude para os EUA, depois que ele foi deportado. É a penúltima música do filme. Como todas as canções, as letras se " encaixam " nas cenas. Nesta cena, Max e Jude, estão bebendo em bares distintos; um em Nova York outro na Irlanda, mas a tomada da cena aliada à letra da canção, dá a sintonia de que eles estão conversando através do espelho e Max fica motivando Jude a retornar a N.Y.
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